Interessar-me sobre internet sempre foi, de algum modo, interessar-me sobre mim mesma e os lugares que frequento. Há tempos digo isso por aqui, mas não faz muito que isso se tornou central na minha vida. De ser como que forçada a pensar sobre tudo isso que está aqui; antes era só um hobby, um interesse descompromissado. Desde então, algumas coisas mudaram. Eu já não coloco mais vaporwave para tocar quando abro aplicativos de paquera (eu, na verdade, nem tenho mais aberto aplicativos de paquera) e desenvolvo novas obsessões (o que talvez fale muito sobre meu fracasso nos aplicativos de paquera). Esse post é para dividir com os conterrâneos internautas (sempre intrigante como essa palavra algum dia disse respeito a um grupo restrito e hoje pode dar conta de um sem número de pessoas no mundo) coisas e caminhos que tem me conquistado nos protocolos http da vida.
Como até eu tenho limites espaço-temporais e minha força de trabalho não é autorrenovável, saí da Capitolina nesses últimos tempos. Todo mundo sabe que eu fui muito feliz participando desse projeto, que trouxe um grau de satisfação pessoal e coletiva que até então eu nunca tinha sentido. Entre 2014 e 2016, eu pude ser muito para fora ali e ao mesmo tempo enxergar um pra dentro que nem sabia bem que existia. Não direi palavras de gratidão pois acho cafona, mas que sou grata pelas pessoas que surgiram dali e que surgiram sobretudo por conta da vida virtual que levamos é inegável. O passo seguinte é contar que talvez tenha sido uma escolha para mim, nesse momento, ser uma pessoa que lê mais do que escreve. Que tem mais o que aprender do que ensinar. Nesse momento. Não sei até quando. Mas nesse momento. E, aqui, entram as publicações virtuais que tem ganhado minha atenção:
- Real Life Mag: os dois textos que li recentemente e me deixaram fascinada foram um sobre como o Twitter colonizou nossa mente (a minha e do autor, pelo menos) e a do terror causado por gifs de imagens violentas, o terror do tempo aprisionado, eternamente.
- Hyperallergic: arte e cultura no mundo contemporâneo em texto e em podcast. Vira-e-mexe aparece algo por ali de arte brasileira, mas meu texto favorito ainda é aquele sobre a coleção de arte abstrata da CIA (até porque eu amo ironias como por exemplo a de existir um lugar no mundo chamado George Bush Center for Intelligence).
- Eye on Design: porque às vezes eu só quero ver umas imagens bonitas e às vezes quero ver imagem bonita e também pensar sobre forma, uso, consumo.
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| gif feito no Piskel |


Me identifiquei muito com a sua \”loucura\” por linguagens, também sou assim, em casa, ninguém entende a minha vontade de querer aprender um monte de coisas, tipo programação…jessicalorena.com
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