os caminhos da morte

A morte foi uma das presenças mais constantes na minha viagem ao México. Ela surgia em conversas sobre o corpo encontrado na cidade vizinha, nos números alarmantes de feminicídios, nas lembranças recentes do terremoto do mês anterior e na ansiedade pela maior festa do país. Como eu tenho uma relação muito conflituosa com esse que éContinuarContinuar lendo “os caminhos da morte”

era 2 de outubro

Para sair da zona norte, um dos caminhos mais utilizados era a Ponte Cruzeiro do Sul. Desde muito pequena, então, eu via da janela do carro uma estranha construção em que pernas de homens ficavam penduradas entre grades. Eu pensava que os homens que escolhiam ficar nas janelas eram como eu, que assistia à televisãoContinuarContinuar lendo “era 2 de outubro”

excertos do meu diário

Nunca pensei que diários de viagem seria um gênero literário que me chamaria a atenção nem sequer imaginava que um dia eu, a senhora displicência, daria conta de escrever por tanto tempo em uma viagem. Acho que o primeiro diário de viagem que eu gostei de verdade de ler foi o Kimland, da Juliana Cunha,ContinuarContinuar lendo “excertos do meu diário”

diário de oaxaca

“Ao saber que é minha primeira visita ao México, ele fala calorosamente sobre o país e me empresta seu guia de viagem. Que eu não deixe de ver a colossal árvore de Oaxaca: tem mais de mil anos, é uma maravilha natural famosa. Sim, respondo, ouço falar dessa árvore desde menino, vi fotos antigas, éContinuarContinuar lendo “diário de oaxaca”