sobre quem é o bandido

Em Bacurau, há movimentos interessantes na narrativa sobre o que seria o sujeito na História; não se trata de um único herói, uma pessoa dotada de uma posição quase iluminada que causará a transformação por sua boa vontade individual. Em determinado ponto do filme, fica claro que o sujeito histórico e narrativo é a própria cidade deContinuarContinuar lendo “sobre quem é o bandido”

no jardim elétrico

O último aniversário da década dos vinte. Não tem nada a ver com a celebração em si, que foi já há um mês, mas esses tempos precisei desocupar a casa onde cresci, onde passei grande parte da minha infância e adolescência. Na idade adulta, a casa era quase que só um dormitório, com minhas horasContinuarContinuar lendo “no jardim elétrico”

i wasn’t looking to change, i’ll never be the same

Um pouco mais de gente e um pouco menos de paisagem das férias, que estavam no filme da câmera. Essas foram tiradas com uma Olympus MJU II; derradeiras, porque em seguida ela parou de funcionar. Essas daqui foram tiradas no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, em Brasília e as últimas do filme são deContinuarContinuar lendo “i wasn’t looking to change, i’ll never be the same”

o espírito da gente é cavalo que escolhe estrada

Foram duas câmeras analógicas, 20 dias e cinco cidades. Saí de São Paulo para o Rio de Janeiro, de lá, com a Brunna, pra Cordisburgo, depois Diamantina, de volta a Belo Horizonte e uns dias em Brasília. Na mala, além das roupas e das câmeras, um exemplar que comprei de um homem na rua deContinuarContinuar lendo “o espírito da gente é cavalo que escolhe estrada”

2018 em 10 filmes

Parar para fazer uma lista com os filmes que mais gostei de ver em 2018. Passar horas, dias, na verdade, pensando naqueles que me marcaram mesmo, que anos depois vou querer usar como exemplo, dizer “tem um filme que fala bem disso”. E, com a lista pronta, pensar o que cada um deles fala paraContinuarContinuar lendo “2018 em 10 filmes”

deus no coração e o diabo no quadril

Eu não sabia que o Carnaval na Bahia era tudo o que eu queria até poucas semanas antes de ir. Nunca tinha considerado viajar nessa época, ir atrás de todos os trios elétricos possíveis, criar metas mentais de coisas que eu gostaria de comer quando pusesse o pé na rua. A verdade é que quandoContinuarContinuar lendo “deus no coração e o diabo no quadril”

corpo de quinta

Na quinta-feira passada, fiz uma fala sobre mulheres artistas no Estúdio Nu e aqui está a íntegra do texto. A foto é da Camila Fontenele. É possível tensionar o mundo pelas palavras e, se levarmos adiante esse pensamento, é possível transformá-lo a partir de imagens. Na História da Arte, imagens e palavras andam juntas, numa construçãoContinuarContinuar lendo “corpo de quinta”

Estojo de aquarela, doze cores

Escrever sobre você é a coisa mais difícil que eu poderia fazer. Já escrevi outras inúmeras vezes, mas agora as circunstâncias são muito diferentes, como se eu já não tivesse mais nada o que dizer. Será, quem sabe?, a última vez. Só vou escrever sobre você porque outro dia mexi no estojo de aquarela queContinuarContinuar lendo “Estojo de aquarela, doze cores”

Calça tamanho 36, estampa xadrez

Acordo do cochilo da tarde um pouco atordoada. Um mosquito no auge de sua atividade morde minha perna, coço-a e, irritada, decido sair do sofá. Vou até a cozinha, onde está minha avó, e pergunto se ela está ocupada para me ensinar a fazer a barra da calça nova que comprei. Não lembro a resposta,ContinuarContinuar lendo “Calça tamanho 36, estampa xadrez”

Musicais e a realidade através do absurdo

Eu acho que começou em 1993, com a minha mãe apertando o botão REC do videocassete para gravar Mary Poppins da televisão em um domingo à noite. Ela dormiu pouco depois do primeiro intervalo comercial e por muito tempo precisei assistir às propagandas antes de ver como Jane e Michael iriam ao centro da cidade para conhecerContinuarContinuar lendo “Musicais e a realidade através do absurdo”