o infinito possível

Eram minhas últimas férias da escola. Meu tio me chamou para acampar na serra, lugar que só poderíamos conhecer na alta temporada se dormíssemos em barracas à margem de um córrego. Ao contrário do verão, quando acampamos por uma semana em uma barraca que parecia uma cabana, em que emulamos uma cozinha, uma sala, umContinuarContinuar lendo “o infinito possível”

vou me perder, me afogar neste calor

Eu me perguntei se faz sentido essa frase de que a gente fotografa o que tem medo de perder. Eu me perguntei olhando pras fotos que se acumulam no meu HD e talvez eu fotografe justamente porque sinto que as coisas se transformam no tempo e, de alguma forma, se perdem em si. No fim,ContinuarContinuar lendo “vou me perder, me afogar neste calor”

há fronteiras no jardim da razão

Se a viagem para a Ilha do Cardoso fosse um livro, estas fotos comporiam o prefácio, mencionando as características principais de cada personagem e criando um verdadeiro tratado sobre a ideia de boas companhias. (Aqui, estrelam Lucas, Stephanie, eu, Rafael e Tamara; os sujeitos ocultos são David e Marina). ♫ Chico Science e Nação ZumbiContinuarContinuar lendo “há fronteiras no jardim da razão”

qualquer coisa que funcione

O fato de eu não fazer resoluções de ano novo não quer dizer que não pense nas coisas que desejo para o futuro. Eu me lembro de estar com os pés na areia na virada do ano, cercada de gente que eu não conhecia ou que no máximo conhecera havia pouco tempo, olhando os fogosContinuarContinuar lendo “qualquer coisa que funcione”

veja só que bom que era

Depois de muito tempo sem levar a câmera pra dar uma volta pela cidade, resolvi fotografar um pouco de Carnaval. Esse feriado em terras paulistanas tem toda uma graça: além do incrível número de carros e pessoas que abandonam a metrópole, há um toque provinciano, um chamar bloco de carnaval de “bloquinho”, de toda aContinuarContinuar lendo “veja só que bom que era”

o tanque que a vida é

Não pude evitar reparar que no Dia da Consciência Negra, a maior parte dos que viam o show de Zélia Duncan (com Rappin Hood, Anelis Assumpção e Tulipa Ruiz) eram brancos e que, perto de nós, um senhor negro procurava latas de alumínio no lixo. Eram negros também os vendedores ambulantes que tiveram as mercadoriasContinuarContinuar lendo “o tanque que a vida é”

a resistência e a memória

O contexto da conversa, não me lembro, mas Vivian me pediu para ir ao Memorial da Resistência e contar a ela o que achei. Fui ontem e Vivian não está por perto; escrevo aqui para contar pra ela e para mais um punhado de gente. O prédio no bairro da Luz eu já conhecia, jáContinuarContinuar lendo “a resistência e a memória”