Um pouco mais de gente e um pouco menos de paisagem das férias, que estavam no filme da câmera. Essas foram tiradas com uma Olympus MJU II; derradeiras, porque em seguida ela parou de funcionar. Essas daqui foram tiradas no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, em Brasília e as últimas do filme são deContinuarContinuar lendo “i wasn’t looking to change, i’ll never be the same”
Arquivos da categoria: viagens
o espírito da gente é cavalo que escolhe estrada
Foram duas câmeras analógicas, 20 dias e cinco cidades. Saí de São Paulo para o Rio de Janeiro, de lá, com a Brunna, pra Cordisburgo, depois Diamantina, de volta a Belo Horizonte e uns dias em Brasília. Na mala, além das roupas e das câmeras, um exemplar que comprei de um homem na rua deContinuarContinuar lendo “o espírito da gente é cavalo que escolhe estrada”
deus no coração e o diabo no quadril
Eu não sabia que o Carnaval na Bahia era tudo o que eu queria até poucas semanas antes de ir. Nunca tinha considerado viajar nessa época, ir atrás de todos os trios elétricos possíveis, criar metas mentais de coisas que eu gostaria de comer quando pusesse o pé na rua. A verdade é que quandoContinuarContinuar lendo “deus no coração e o diabo no quadril”
tell me it’s okay to live life this way
É como se houvesse duas forças antagônicas em mim: uma muito sociável, que ama e deseja a companhia de pessoas e outra que só quer silêncio e espaço para si. Elas entraram em tensão profunda perto do meu aniversário e eu não sabia bem a qual conceder a vitória. Já tínhamos combinado quase todos osContinuarContinuar lendo “tell me it’s okay to live life this way”
os caminhos da morte
A morte foi uma das presenças mais constantes na minha viagem ao México. Ela surgia em conversas sobre o corpo encontrado na cidade vizinha, nos números alarmantes de feminicídios, nas lembranças recentes do terremoto do mês anterior e na ansiedade pela maior festa do país. Como eu tenho uma relação muito conflituosa com esse que éContinuarContinuar lendo “os caminhos da morte”
excertos do meu diário
Nunca pensei que diários de viagem seria um gênero literário que me chamaria a atenção nem sequer imaginava que um dia eu, a senhora displicência, daria conta de escrever por tanto tempo em uma viagem. Acho que o primeiro diário de viagem que eu gostei de verdade de ler foi o Kimland, da Juliana Cunha,ContinuarContinuar lendo “excertos do meu diário”
para lembrar depois
Tem épocas que sinto falta de tudo. Uma saudade tremenda e uma dor pelo que passou. Essa tem sido uma dessas épocas e ainda não sei por quê. Às vezes acordo e sinto falta do cheiro de outra cidade, sinto saudades de pessoas que viveram pouco comigo, sinto um vazio grande e inexplicável e vouContinuarContinuar lendo “para lembrar depois”
uma cidade a cantar
Três dias no Rio de Janeiro no começo do ano e todas as fotos tiradas com celular e em preto-e-branco. Parecia um tipo novo de heresia, o de tirar a cor dos trópicos efervescentes da cidade. Para compensar, enchi-me de vários outros estereótipos. Teve a fatídica cerveja e depois uma cachaça na Lapa (prometidas porContinuarContinuar lendo “uma cidade a cantar”
seis meses incompletos
Quando eu pego a câmera analógica para fotografar algum momento com meus amigos, sempre aparece alguém para informar que aquelas fotos só surgirão reveladas seis meses depois. Se você é meu amigo, com certeza já ouviu isso e, se não ouviu, foi porque você mesmo quem disse. Fato é que meus amigos estão quase sempreContinuarContinuar lendo “seis meses incompletos”
Viajo porque preciso
O agente da imigração me perguntou se eu já era maior de idade e não estava fugindo dos meus pais. Garanti que a idade do passaporte era real e que logo menos estaria de volta para o Brasil. Ele me devolveu o documento me desejando boa viagem. Dois dias depois, entrei num café em BerlimContinuarContinuar lendo “Viajo porque preciso”