deus no coração e o diabo no quadril

Eu não sabia que o Carnaval na Bahia era tudo o que eu queria até poucas semanas antes de ir. Nunca tinha considerado viajar nessa época, ir atrás de todos os trios elétricos possíveis, criar metas mentais de coisas que eu gostaria de comer quando pusesse o pé na rua. A verdade é que quandoContinuarContinuar lendo “deus no coração e o diabo no quadril”

uma cidade a cantar

Três dias no Rio de Janeiro no começo do ano e todas as fotos tiradas com celular e em preto-e-branco. Parecia um tipo novo de heresia, o de tirar a cor dos trópicos efervescentes da cidade. Para compensar, enchi-me de vários outros estereótipos. Teve a fatídica cerveja e depois uma cachaça na Lapa (prometidas porContinuarContinuar lendo “uma cidade a cantar”

and we should never reject love

Na rodoviária do Rio de Janeiro, com a passagem recém-comprada de volta para São Paulo, sentei-me no balcão de uma lanchonete, enquanto comia um pão-de-queijo. Um sorriso parecia morar dentro de mim. Um sorriso profundo, um sentimento de plenitude. Eu tinha ensaiado algumas viagens na minha cabeça desde o início do ano. Pensava em irContinuarContinuar lendo “and we should never reject love”

los mismos sueños

Pamela foi nossa tutora na Argentina e, depois que voltamos para o Brasil, ela conseguiu uma bolsa para estudar em Cuba. Mesmo com a dificuldade de acesso à internet na ilha, ela mandava e-mails contando suas impressões e sustentava a ideia de vir nos visitar o mais rápido possível. Até que esse dia chegou e,ContinuarContinuar lendo “los mismos sueños”

duas dimensões da arte

A exposição da Mira Schendel na Pinacoteca (que fica por lá até dia 18) me levou a sensações que há muito tempo eu não experimentava. A primeira delas, a de ficar tranquila em uma sala com obras-de-arte sem filas gigantes à frente ou atrás. Fui à Pinacô apenas para ver as salas que expunham obrasContinuarContinuar lendo “duas dimensões da arte”