Na rodoviária do Rio de Janeiro, com a passagem recém-comprada de volta para São Paulo, sentei-me no balcão de uma lanchonete, enquanto comia um pão-de-queijo. Um sorriso parecia morar dentro de mim. Um sorriso profundo, um sentimento de plenitude. Eu tinha ensaiado algumas viagens na minha cabeça desde o início do ano. Pensava em irContinuarContinuar lendo “and we should never reject love”
Arquivos do autor:babi
estúpida, ridícula e frágil
Outro dia eu estava tentando lembrar como chamava aquela blogueira de look do dia que posta fotos com câmera podrinha. Tentei todas as buscas possíveis no Google. Era de “35mm fashion blogger” a “analog french outfit blogger” e nada. Não fosse Jayne lembrar que a moça se chama Jeanne Damas o mistério seguiria sem solução. JeanneContinuarContinuar lendo “estúpida, ridícula e frágil”
bodas de glitter
A Capitolina faz um ano. O que dá aquela sensação de “mas já?!” ao mesmo tempo em que nos faz pensar que, na real, estamos juntas há mais do que isso. A primeira publicação é sim de abril de 2014, mas as primeiras ideias e conversas de como seria tudo é mesmo da época emContinuarContinuar lendo “bodas de glitter”
viagem ao centro de mim
Fazia tempo que eu não criava playlist quando Taís propôs o desafio “Minha vida em 10 músicas”. Esses desafios são tão internet-moleque do começo dos anos 2000 que eu topei para lembrar um pouco a época em que conexão só de fim-de-semana e ocupando o telefone – uma época em que o celular era coisaContinuarContinuar lendo “viagem ao centro de mim”
Nise da Silveira e o ateliê no Engenho de Dentro
O meu caminho já cruzou com Nise da Silveira em muitos momentos diferentes. Mas só agora, com alguma calma, parei para prestar atenção de verdade na trajetória dela. Descobri que somos duas filhas únicas, nascemos sob o signo de Aquário e que, apesar de ela ter estudado Medicina, a simples ideia de ver sangue jáContinuarContinuar lendo “Nise da Silveira e o ateliê no Engenho de Dentro”
está morto, sossegado #8
Eu tenho essa paixão pelo mar, por passar horas olhando para ele, tentando desvendar seus misteriosos movimentos regidos pelos astros. Dentro dele, eu o desafio, apesar da minha notável fraqueza. O mar me engole de sopetão e rodo dentro da onda. Me acostumei com essa violência e me concentro em segurar a respiração enquanto pensoContinuarContinuar lendo “está morto, sossegado #8”
está morto, sossegado #7
Cada um teve que descobrir como viver depois da morte do meu avô. Ainda me lembro de como nós, as crianças, chorávamos e nos abraçamos em completo desconsolo. Eu já tinha chorado uns noventa dias antes. Primeiro, na viagem de ônibus que atravessava a cidade. Lembro de duas mulheres que conversavam, de um homem queContinuarContinuar lendo “está morto, sossegado #7”
está morto, sossegado #6
Certas coisas são sagradas. Fingimos que não, que nos movemos com liberdade através da blasfêmia contemporânea. Tarda um pouco, mas percebe-se que certas coisas são sagradas. Eu me permito não saber, mas não me permito ser ingênua. Certas coisas são sagradas e já saíram do nosso plano para uma utópica dimensão. Nossos segredos, por exemplo.ContinuarContinuar lendo “está morto, sossegado #6”
Mulheres artistas: nem tudo é sofrimento
Dia desses, estava pensando em um assunto que tinha tudo a ver com a seção de Artes da Capitolina. Perguntei pras meninas se tudo bem eu me arriscar a escrever sobre (em geral, meus textos saem pela seção de EVP <3) e elas toparam. O passo seguinte foi eu ficar receosa, porque não sei se banco falarContinuarContinuar lendo “Mulheres artistas: nem tudo é sofrimento”
está morto, sossegado #5
Eu falava como ela é boa, tranquila, com uma felicidade genuína ainda que já tenha muita idade. Minha interlocutora respondeu dizendo que parece que é verdade que os cachorros pegam o jeito dos donos. Senti-me lisonjeada, sorri. Mas tantos dias eu olho para mim e me pergunto se não sou uma pessoa ruim, se nãoContinuarContinuar lendo “está morto, sossegado #5”