um ano por hora

Foi um pouco por megalomania e um pouco por uma linda conjunção de fatores e eventos que passei 24 horas fora de casa comemorando meu aniversário no começo do mês. Como eu não queria levar uma câmera pesada e ficar preocupada com isso, levei uma analógica qualquer encontrada numa gaveta qualquer. As fotos da nossaContinuarContinuar lendo “um ano por hora”

domingo no parque

“Como é que o senhor, eu, os restantes próximos, somos, no visível? O senhor dirá: as fotografias o comprovam. Respondo: que, além de prevalecerem para as lentes das máquinas objeções análogas, seus resultados apóiam antes que desmentem a minha tese, tanto revelam superporem-se aos dados iconográficos os índices do misterioso. Ainda que tirados do imediatoContinuarContinuar lendo “domingo no parque”

como é que se diz eu te amo

Hoje completo anos. Eu, que sou avessa a grande parte das datas comemorativas, percebi que adoro aniversariar. E o único motivo plausível para essa felicidade é a chance de poder ter por perto – ou por lembranças, mensagens no celular, um rápido “oi” no facebook – gente muito querida. Portanto, para comemorar meu novo ano,ContinuarContinuar lendo “como é que se diz eu te amo”

vivo avoando sem nunca mais parar

Não acho que eu seja o público-alvo de filmes do Ben Stiller, mas fui ver A vida secreta de Walter Mitty em um dia de tédio profundo. Surpreendi-me: eu devo ter rido alto umas três vezes ao longo do filme e ainda concordei com o personagem do Sean Penn, o fotógrafo que passa horas esperandoContinuarContinuar lendo “vivo avoando sem nunca mais parar”

let’s get liberated

Passei quatro meses fora e quando voltei estava oito quilos mais gorda e solteira. Eu morava no paraíso dos doces (com rios em que corriam sorvetes e desembocavam em mares de doce-de-leite) e num lugar em que o restaurante universitário servia pizza de entrada e purê-de-batata com milanesa como prato principal. Lá, também descobri oContinuarContinuar lendo “let’s get liberated”

e salvam-se todos

A cada quinze dias, cientistas divulgam novos resultados de pesquisas que indicam que a puberdade acaba mais tarde. Não vejo vantagem nisso, uma vez que chegar aos meus dezoito anos foi embrulhar o pacotinho da puberdade e atirá-lo ao mar, como um período bizarro que enfim acabava. Nas últimas semanas, dei passos importantes em frentesContinuarContinuar lendo “e salvam-se todos”

encantada por colores

Me dei conta de que essas fotografias da época do intercâmbio nunca tinham vindo parar aqui. Não entendi o porquê, já que são, de longe, de um dos dias mais incríveis daqueles tempos. Incrível principalmente porque todo mundo saiu lindo nas fotos mesmo que a gente não tenha dormido mais de 3 horas na noiteContinuarContinuar lendo “encantada por colores”

let there be justice for all

Não sei por quê, essa semana comecei a recorrer minhas lembranças sobre a África do Sul. Faz cinco anos que embarquei para a Cidade do Cabo, onde morei por um mês. Foi em 2008 e eu senti o preconceito na pele, mas não na minha. Na dos outros. Senti o preconceito na geografia, morando numContinuarContinuar lendo “let there be justice for all”