pequeno inventário dos que ficaram

GRETA Greta estava sentada a algumas mesas de distância no café da manhã mas se levantou para se sentar comigo. Disse que não gostava de fazer refeições sozinha, mas reparei que já tinha terminado sua comida. Foi seu jeito de disfarçar que queria sentar ali e conversar um pouco. Apresentou-se e eu disse que meContinuarContinuar lendo “pequeno inventário dos que ficaram”

há fronteiras no jardim da razão

Se a viagem para a Ilha do Cardoso fosse um livro, estas fotos comporiam o prefácio, mencionando as características principais de cada personagem e criando um verdadeiro tratado sobre a ideia de boas companhias. (Aqui, estrelam Lucas, Stephanie, eu, Rafael e Tamara; os sujeitos ocultos são David e Marina). ♫ Chico Science e Nação ZumbiContinuarContinuar lendo “há fronteiras no jardim da razão”

um não-outro país

Chegou um brasileiro no albergue em que estávamos em Buenos Aires e começou a conversar com a gente, maravilhado como ali parecia a Europa. A Europa que ele tanto gostava, e que lhe forneceu um passaporte europeu por sua linhagem portuguesa. Mas depois de quatro meses na Argentina, a única coisa que não aguentávamos maisContinuarContinuar lendo “um não-outro país”

a resistência e a memória

O contexto da conversa, não me lembro, mas Vivian me pediu para ir ao Memorial da Resistência e contar a ela o que achei. Fui ontem e Vivian não está por perto; escrevo aqui para contar pra ela e para mais um punhado de gente. O prédio no bairro da Luz eu já conhecia, jáContinuarContinuar lendo “a resistência e a memória”

uma longa síntese

Meu último dia em Buenos Aires foi cheio de contradições e provas concretas de que a vida não faz o menor sentido. Chegamos ao aeroporto para fazer check-in e voltar para o Brasil e fomos avisadas pelo rapaz que empacota malas com aquele plástico tipo de cozinha que os vôos tinham sido cancelados. Eu disseContinuarContinuar lendo “uma longa síntese”

despedidas

minha despedida de São Paulo, fotografada por Jairo Existe essa crônica do Galeano em que ele conta a história de Julio Ama na guerra em El Salvador. Julio, que lutava e fotografava, com o fuzil e a câmera por perto, começou a buscar dois amigos, irmãos gêmeos, que costumavam estar sempre por perto. Encontrou-os próximosContinuarContinuar lendo “despedidas”