os sons do ser e do estar

“E de onde você mais gostou?” é a pergunta que as pessoas mais me fizeram quando voltei de vinte e cinco dias de viagem. Não consegui responder para ninguém e, apesar de saber que não tardaria para que alguém perguntasse de novo, mantive-me firme nessa incapacidade. Para ser bem sincera, faz um mês que volteiContinuarContinuar lendo “os sons do ser e do estar”

a maioria das pessoas

Eu tinha 13 anos de idade quando minha mãe decidiu que passaríamos os dias depois do Ano Novo em Matutu, um vilarejo na cidade mineira de Aiuruoca. Chegamos no carro 1.0 à pousada, depois de um grande esforço para subir uma dessas serras de Minas Gerais, em que o carro derrapa pela chuva de verãoContinuarContinuar lendo “a maioria das pessoas”

o fora do programa

Eu tenho um costume muito particular de fazer-me perguntas supostamente sem resposta. Foi assim que descobri que gosto mais de dormir do que de comer e que, se eu pudesse, gostaria de ser Beatriz Sarlo. Não lembro exatamente o contexto, só lembro que era um momento difícil da vida, depois de formada e sem trabalho,ContinuarContinuar lendo “o fora do programa”

viagem ao centro de mim

Fazia tempo que eu não criava playlist quando Taís propôs o desafio “Minha vida em 10 músicas”. Esses desafios são tão internet-moleque do começo dos anos 2000 que eu topei para lembrar um pouco a época em que conexão só de fim-de-semana e ocupando o telefone – uma época em que o celular era coisaContinuarContinuar lendo “viagem ao centro de mim”

com o vento do leste

Estávamos informalmente conversando sobre filmes de princesas e Helena, assim como eu, comentou que não tinha um filme de princesa favorito na infância. Dos clássicos, ela tinha crescido assistindo a Robin Hood, enquanto eu era viciada em Mary Poppins (uma tendência protomarxista de infância, parece). Todos os dias antes de dormir, eu pedia para minha mãe colocarContinuarContinuar lendo “com o vento do leste”

ainda no tempo regulamentar

Chegamos a uma dimensão alternativa do universo em que minhas amigas me chamam pra ir pro bar ver jogo e meus amigos perguntam se quero trocar figurinhas da Copa (não, não coleciono figurinhas desde o álbum de Harry Potter completo em 2004). Eu sempre fui muito do futebol e a única vez que fui pararContinuarContinuar lendo “ainda no tempo regulamentar”