o infinito possível

Eram minhas últimas férias da escola. Meu tio me chamou para acampar na serra, lugar que só poderíamos conhecer na alta temporada se dormíssemos em barracas à margem de um córrego. Ao contrário do verão, quando acampamos por uma semana em uma barraca que parecia uma cabana, em que emulamos uma cozinha, uma sala, umContinuarContinuar lendo “o infinito possível”

Quanto custam os megaeventos esportivos?

Foi em 2009 que o Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou na Dinamarca que a cidade do Rio de Janeiro seria responsável por receber os Jogos Olímpicos de 2016. Dois anos antes, os Jogos Pan-Americanos tinham sido realizados por ali e já indicavam alguns problemas que podiam se repetir no futuro — mas que foram entendidosContinuarContinuar lendo “Quanto custam os megaeventos esportivos?”

we used to play outside when we were young

A janela do quarto é enorme e demanda uma bela cortina. Alguns aluguéis já foram pagos e nenhum tecido inibe a entrada devastadora da luz no ambiente. Descobri que comprando uma máscara para os olhos já resolvia grande parte do problema. Além disso, quando for sexta à noite de um feriado nacional e todas asContinuarContinuar lendo “we used to play outside when we were young”

pequeno inventário dos que ficaram

GRETA Greta estava sentada a algumas mesas de distância no café da manhã mas se levantou para se sentar comigo. Disse que não gostava de fazer refeições sozinha, mas reparei que já tinha terminado sua comida. Foi seu jeito de disfarçar que queria sentar ali e conversar um pouco. Apresentou-se e eu disse que meContinuarContinuar lendo “pequeno inventário dos que ficaram”

sobre a constante cosmológica

Na noite distante e na mente cansadaúltimas memórias aparecem desnudas;os erros abandonados à interpretaçãoe um último toque naquilo que erao desejo irreparável de registro.Dedos guardavam mensagens criptografadasinventadas na sua pele desde nascido.Decifrei cada frase desconexa em pintas,sinais, manchas e nevos melanocíticos,e contei-lhe sobre os léxicos, as semânticas,estruturas verbais, o riso que me dava.Liguei os pontosContinuarContinuar lendo “sobre a constante cosmológica”

sem título, 03

She was not aware of her weaknessbecause she spent so much timeobserving little ants walking by.Their little feet, and big strengththeir unheard conversations,the ability of touching smellsand changing worlds around them.Sometimes she would eat one or twoproducing chaos with her handto understand if their qualitiescould casually achieve her.She was not sure about the meaningof impossibleContinuarContinuar lendo “sem título, 03”