A celebração da morte

Certa vez comentei algo sobre minha própria morte e recebi como resposta apressada um “Credo!” da pessoa com quem eu conversava. Eu tinha falado de algo muito prático, talvez informando que queria que, morrendo, meus órgãos fossem doados. Minha mensagem foi transmitida, mas fiquei encafifada com aquele “Credo!”. A simples menção a uma coisa –ContinuarContinuar lendo “A celebração da morte”

um monomito para chamar de meu

Já era tarde e eu olhava para o teto do quarto escuro. Mais uma noite em que eu não conseguia dormir porque dentro de mim uma série de sensações me impediam de descansar. O corpo visivelmente cansado e a mente que não aguentava mais tanta emoção. As memórias pareciam percorrer minha extensão em fluidos eContinuarContinuar lendo “um monomito para chamar de meu”

a tree is immortal

But I would rather be horizontal.I am not a tree with my root in the soilSucking up minerals and motherly loveSo that each March I may gleam a new leaf,Nor am I the beauty of a garden bedAttracting my share of Ahs and spectacularly painted,Unknowing I must soon unpetal. Compared with me, a tree isContinuarContinuar lendo “a tree is immortal”

insuportavelmente século xxi

A pergunta que precisa ser feita antes de qualquer coisa é: você namoraria uma pessoa que passa mais tempo lendo sobre aplicativos de paquera do que efetivamente paquerando?Eu não apenas leio muitos textos sobre aplicativos de paquera. Eu gosto de criar rankings entre eles. Este post tem o intuito, portanto, de apresentar o meu TopContinuarContinuar lendo “insuportavelmente século xxi”

o corpo do homem me espera

As esteiras me fazem caminhar sem esforçoe as estrelas me colocam pequena no espaço.O corpo é o território percorrido antes daslágrimas não choradas no velho aeroporto.Ensaio chorar em um canto novo do saguãomas tristeza não explica a forçada despedida.Sei que o corpo do homem me espera.Olho para o lado e, de novo, tudo é novo.MeContinuarContinuar lendo “o corpo do homem me espera”

o ano em que quis não ser

As coisas acontecem. Simplesmente se passam, uma seguida à outra, simultaneamente ou não. E a gente faz retrospectiva sobre o ano que passou pelo mesmo motivo que a gente estuda História na universidade: pra tentar dar um sentido ao excesso de acontecimentos que parecem absolutamente aleatórios. 2015 foi desses. Bem aleatórios. O esforço em darContinuarContinuar lendo “o ano em que quis não ser”

A revolta dos pinguins

Em outubro de 2015, escolas estaduais de São Paulo começaram a ser ocupadas pelos seus alunos em protesto contra o que o governo do estado chamou de “Reorganização”. A gente até já explicou por aqui o que isso significava. Com mais de duzentas escolas ocupadas, o governo do estado acabou recuando e suspendendo o plano inicial. OContinuarContinuar lendo “A revolta dos pinguins”