Eu vivenciei deus e ela se chamava Elza Soares. O show A mulher do fim do mundo, assim como o álbum homônimo, é o coroamento de uma vida. Posta no alto, sobre os músicos, com uma saia trançada feita de sacos de lixo, Elza é a rainha do mundo apocalíptico.Como todo show que se prezeContinuarContinuar lendo “a mulher do fim do mundo”
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e eu não tenho asas
Eu sentia que aquelas coisas me pertenciam, mas de um jeito muito estranho de posse. Elas eram importantes mas distantes, ou, de modo mais preciso, elas só diziam respeito a mim na mesma medida que todas as camadas de tempo dizem. Às vezes eu andava por Berlim e achava que estava em Buenos Aires eContinuarContinuar lendo “e eu não tenho asas”
como aprendi a me preocupar e amar a internet
A maior parte das minhas relações fora da internet está conectada a ela também. Minhas amizades mais duradouras se fortaleceram em conversas no ICQ ou em correntes do Livejournal. Tendo blog desde os treze anos, hoje consigo me dar conta de que não fosse essa ferramenta, seria, para mim, muito complicado organizar quem sou. AoContinuarContinuar lendo “como aprendi a me preocupar e amar a internet”
en el oscuro bosque
en el oscuro bosquenací en un verano cualquieren una noche cualquieraque nada tenia de especialnací como un animaly pronto me puse de pieno por maestría y graciapero por la debilidadante el todo misteriosode modo nada portentosotuve que ser ágil y astutay seguí adelante el caminopor miedo de ser devoradaen la lejana miradapude ver la esfingeyContinuarContinuar lendo “en el oscuro bosque”
o porto surreal
Está difícil ser sua professora
Não está sendo fácil ser sua professora. É o que a gente ouve por aí, que não está mesmo sendo fácil. Você que convive com ela deve saber. Ou será que ela disfarça? Às vezes pode ser isso, que ela disfarce porque sabe que não tá muito fácil ser aluno e não acha certo entrar na salaContinuarContinuar lendo “Está difícil ser sua professora”
amor morre soterrado
primeiro essas companhias,esse querê-los por pertoser querida juntodepois esse ver-me por dentroentender por quêsconstruir o quêsesses dedos que agora caminhampasseiam por meu corpo edizem te quero e faz tempoe me arrepiam de algoque é como medomas também é outra coisaesses dedos escrevem na minha pelequando deito de bruçose me ensinam que amor morre soterradoprimeiro por quererContinuarContinuar lendo “amor morre soterrado”
Por que eu preciso aprender isso?
Não sei como você veio parar aqui, nem sei quem você é. Eu vou supor que chegou clicando no compartilhamento de alguém numa rede social. Pode ser que tenha sido força do hábito, porque você costuma dar uma olhada nos textos da revista. Ou talvez chegou depois de uma pesquisa de “por que preciso estudarContinuarContinuar lendo “Por que eu preciso aprender isso?”
os sons do ser e do estar
“E de onde você mais gostou?” é a pergunta que as pessoas mais me fizeram quando voltei de vinte e cinco dias de viagem. Não consegui responder para ninguém e, apesar de saber que não tardaria para que alguém perguntasse de novo, mantive-me firme nessa incapacidade. Para ser bem sincera, faz um mês que volteiContinuarContinuar lendo “os sons do ser e do estar”