a mulher do fim do mundo

Eu vivenciei deus e ela se chamava Elza Soares. O show A mulher do fim do mundo, assim como o álbum homônimo, é o coroamento de uma vida. Posta no alto, sobre os músicos, com uma saia trançada feita de sacos de lixo, Elza é a rainha do mundo apocalíptico.Como todo show que se prezeContinuarContinuar lendo “a mulher do fim do mundo”

e eu não tenho asas

Eu sentia que aquelas coisas me pertenciam, mas de um jeito muito estranho de posse. Elas eram importantes mas distantes, ou, de modo mais preciso, elas só diziam respeito a mim na mesma medida que todas as camadas de tempo dizem. Às vezes eu andava por Berlim e achava que estava em Buenos Aires eContinuarContinuar lendo “e eu não tenho asas”

Está difícil ser sua professora

Não está sendo fácil ser sua professora. É o que a gente ouve por aí, que não está mesmo sendo fácil. Você que convive com ela deve saber. Ou será que ela disfarça? Às vezes pode ser isso, que ela disfarce porque sabe que não tá muito fácil ser aluno e não acha certo entrar na salaContinuarContinuar lendo “Está difícil ser sua professora”

Por que eu preciso aprender isso?

Não sei como você veio parar aqui, nem sei quem você é. Eu vou supor que chegou clicando no compartilhamento de alguém numa rede social. Pode ser que tenha sido força do hábito, porque você costuma dar uma olhada nos textos da revista. Ou talvez chegou depois de uma pesquisa de “por que preciso estudarContinuarContinuar lendo “Por que eu preciso aprender isso?”

Duas rodas e vários modos de usar

As pessoas chamam de “magrela”, mas tem quem dê nomes próprios para a bicicleta ou comente sobre ela com o simpático apelido de “bike”. Li por aí, para escrever esse texto, que a bicicleta é o meio de transporte mais usado no mundo (não temos dados sobre os elevadores, que também são meios de transporte)ContinuarContinuar lendo “Duas rodas e vários modos de usar”

Nise da Silveira e o ateliê no Engenho de Dentro

O meu caminho já cruzou com Nise da Silveira em muitos momentos diferentes. Mas só agora, com alguma calma, parei para prestar atenção de verdade na trajetória dela. Descobri que somos duas filhas únicas, nascemos sob o signo de Aquário e que, apesar de ela ter estudado Medicina, a simples ideia de ver sangue jáContinuarContinuar lendo “Nise da Silveira e o ateliê no Engenho de Dentro”

Mulheres artistas: nem tudo é sofrimento

Dia desses, estava pensando em um assunto que tinha tudo a ver com a seção de Artes da Capitolina. Perguntei pras meninas se tudo bem eu me arriscar a escrever sobre (em geral, meus textos saem pela seção de EVP <3) e elas toparam. O passo seguinte foi eu ficar receosa, porque não sei se banco falarContinuarContinuar lendo “Mulheres artistas: nem tudo é sofrimento”

Muito bem, irmã sufragista!

Esse texto é sobre um assunto bastante importante pros tempos atuais, principalmente agora que as eleições estão bem perto. Mas começa com uma espécie de viagem no tempo. Quando aprendemos a palavra “democracia”, ouvimos que ela vem do grego e quer dizer “governo do povo”. Que Atenas era cidade-Estado e que lá os cidadãos governavam.ContinuarContinuar lendo “Muito bem, irmã sufragista!”

Garotas e relatos de guerra

Durante a Primeira Guerra Mundial, muitos soldados viveram parte de seus tempos nas trincheiras escrevendo cartas e relatos sobre aquela medonha experiência. Os militares dos países envolvidos no conflito passaram anos sob as mais variadas condições metereológicas, lidando a todo momento com a possibilidade de bombardeio e vivenciando uma estratégia de guerra sem grandes movimentaçõesContinuarContinuar lendo “Garotas e relatos de guerra”

O impedimento do futebol feminino

A Seleção Brasileira de futebol masculino foi campeã mundial em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. Mas você sabia que por muito tempo o futebol feminino foi uma atividade proibida no país? Em um texto muito importante, Virginia Woolf inventa a história de uma irmã de Shakespeare que tinha vontade de escrever peças de teatro e serContinuarContinuar lendo “O impedimento do futebol feminino”