Eu vivenciei deus e ela se chamava Elza Soares. O show A mulher do fim do mundo, assim como o álbum homônimo, é o coroamento de uma vida. Posta no alto, sobre os músicos, com uma saia trançada feita de sacos de lixo, Elza é a rainha do mundo apocalíptico.Como todo show que se prezeContinuarContinuar lendo “a mulher do fim do mundo”
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e eu não tenho asas
Eu sentia que aquelas coisas me pertenciam, mas de um jeito muito estranho de posse. Elas eram importantes mas distantes, ou, de modo mais preciso, elas só diziam respeito a mim na mesma medida que todas as camadas de tempo dizem. Às vezes eu andava por Berlim e achava que estava em Buenos Aires eContinuarContinuar lendo “e eu não tenho asas”
como aprendi a me preocupar e amar a internet
A maior parte das minhas relações fora da internet está conectada a ela também. Minhas amizades mais duradouras se fortaleceram em conversas no ICQ ou em correntes do Livejournal. Tendo blog desde os treze anos, hoje consigo me dar conta de que não fosse essa ferramenta, seria, para mim, muito complicado organizar quem sou. AoContinuarContinuar lendo “como aprendi a me preocupar e amar a internet”
en el oscuro bosque
en el oscuro bosquenací en un verano cualquieren una noche cualquieraque nada tenia de especialnací como un animaly pronto me puse de pieno por maestría y graciapero por la debilidadante el todo misteriosode modo nada portentosotuve que ser ágil y astutay seguí adelante el caminopor miedo de ser devoradaen la lejana miradapude ver la esfingeyContinuarContinuar lendo “en el oscuro bosque”
o porto surreal
amor morre soterrado
primeiro essas companhias,esse querê-los por pertoser querida juntodepois esse ver-me por dentroentender por quêsconstruir o quêsesses dedos que agora caminhampasseiam por meu corpo edizem te quero e faz tempoe me arrepiam de algoque é como medomas também é outra coisaesses dedos escrevem na minha pelequando deito de bruçose me ensinam que amor morre soterradoprimeiro por quererContinuarContinuar lendo “amor morre soterrado”
os sons do ser e do estar
“E de onde você mais gostou?” é a pergunta que as pessoas mais me fizeram quando voltei de vinte e cinco dias de viagem. Não consegui responder para ninguém e, apesar de saber que não tardaria para que alguém perguntasse de novo, mantive-me firme nessa incapacidade. Para ser bem sincera, faz um mês que volteiContinuarContinuar lendo “os sons do ser e do estar”
realismo lisboeta
sem título, 01
When she first went to live in the cave,she thought it was love that hurt insideshe had never noticed before thatlove could be such a painful disease.The cave would sound cold and unfriendlybut it became her warm and peaceful house.It didn’t take long until bees arrivedbuilding a hive on a violet spring season.The smell ofContinuarContinuar lendo “sem título, 01”