e eu não tenho asas

Eu sentia que aquelas coisas me pertenciam, mas de um jeito muito estranho de posse. Elas eram importantes mas distantes, ou, de modo mais preciso, elas só diziam respeito a mim na mesma medida que todas as camadas de tempo dizem. Às vezes eu andava por Berlim e achava que estava em Buenos Aires eContinuarContinuar lendo “e eu não tenho asas”

vou me perder, me afogar neste calor

Eu me perguntei se faz sentido essa frase de que a gente fotografa o que tem medo de perder. Eu me perguntei olhando pras fotos que se acumulam no meu HD e talvez eu fotografe justamente porque sinto que as coisas se transformam no tempo e, de alguma forma, se perdem em si. No fim,ContinuarContinuar lendo “vou me perder, me afogar neste calor”

la esperanza adelante y los recuerdos detrás

Hoje ela embarca para a Alemanha. O que eu tinha para dizer vai em carta, num envelope lacrado, com o nome Dossiê A gente cria os amigos para o mundo. Poucas coisas tem sido mais certas do que isso nos últimos tempos. Como diz a tradução que Vivian fez de Blackbird: “Passarim preto cantando naContinuarContinuar lendo “la esperanza adelante y los recuerdos detrás”

respirar o amor, aspirando liberdade

O que eu chamei de comemoração de aniversário alguns chamariam de teste de resistência. Pessoas acordaram num sábado antes das 8 horas da manhã dispostas a andar 9,6km com um céu nublado para marcar minha entrada neste novo quarto de século. Se é verdade que o amor é como o vidro (líquido), essas fotos aparecemContinuarContinuar lendo “respirar o amor, aspirando liberdade”