Há tanto por dizer e tanto a fazer por uma democracia de verdade (ou ao menos para nos aproximarmos do que uma democracia deve parecer). Eu mesma já escrevi sobre isto uma ou duas vezes. Mas na noite em que o golpe civil-militar completa 50 anos no Brasil, decidi deixar uma canção de ninar, deContinuarContinuar lendo “pra não deixar de lembrar”
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a loucura deve ter mais servos e agregados que o bom senso
Existe esse senhor que eu totalmente desconheço mas que foi o provável maior receptor de abraços telepáticos meus nos últimos meses. O nome dele é Ernani Ssó e ele é o tradutor da versão de Dom Quixote que terminei de ler esses tempos. Quando eu tinha uns 15 anos, peguei uma versão que repousava naContinuarContinuar lendo “a loucura deve ter mais servos e agregados que o bom senso”
como é que se diz eu te amo
Hoje completo anos. Eu, que sou avessa a grande parte das datas comemorativas, percebi que adoro aniversariar. E o único motivo plausível para essa felicidade é a chance de poder ter por perto – ou por lembranças, mensagens no celular, um rápido “oi” no facebook – gente muito querida. Portanto, para comemorar meu novo ano,ContinuarContinuar lendo “como é que se diz eu te amo”
let’s get liberated
Passei quatro meses fora e quando voltei estava oito quilos mais gorda e solteira. Eu morava no paraíso dos doces (com rios em que corriam sorvetes e desembocavam em mares de doce-de-leite) e num lugar em que o restaurante universitário servia pizza de entrada e purê-de-batata com milanesa como prato principal. Lá, também descobri oContinuarContinuar lendo “let’s get liberated”
dalí dantesco
Meus biógrafos no futuro, quando entrarem em contato com os quilos de catálogos e ingressos de exposições que visitei na vida, dirão que eu era uma apaixonada por arte. O que eles não conseguirão saber apenas com essa documentação será o fato de que eu gosto menos de fila do que gosto de arte e,ContinuarContinuar lendo “dalí dantesco”
this is not a love post
As amigas já estão todas cientes de que voltei de Argentina com um pé-na-bunda na bagagem. Eu poderia citar o clássico Rindo à toa e dizer que doeu, doeu, agora não dói, não dói, mas não tenho certeza de que sustento a assertiva com bons argumentos. Suponho que ao longo do tempo vai doer menos,ContinuarContinuar lendo “this is not a love post”
café com maco
Um dos poucos planos que fiz antes de vir para a Argentina foi o de procurar o primeiro livro de Maco chamado Aloha. Na cidade onde moro não encontrei em nenhuma das livrarias e acabei pedindo a uma amiga que foi a Buenos Aires para me trazer de sua ida à livraria El Ateneo. Assim,ContinuarContinuar lendo “café com maco”
queerdrinhos
Não manjo muito da Teoria Queer. Pra dizer a verdade, manjo pouquíssimo, o que é inversamente proporcional ao meu interesse pelo que ela significa. Laerte dia desses fez uma resenha em quadrinhos sobre um livro que trata do assunto para a Ilustrada da Folha. Evidentemente, ele é mais didático com o assunto do que euContinuarContinuar lendo “queerdrinhos”
carybé em macondo
Demorei muito mais tempo do que deveria para começar a ler Cem anos de solidão, impressionada pelos relatos de quem tinha lido e se perdido com a grande quantidade de personagens com nomes parecidos. Esse erro foi reparado nos fins do ano passado, quando resgatei da prateleira meu exemplar e li, quase compulsivamente, o textoContinuarContinuar lendo “carybé em macondo”
beat it
Philip Roth, em entrevista à Época, disse que os livros de Jack Kerouac têm sido supervalorizados, e que o próprio sempre foi um narrador banal. Por falta de tempo e oportunidade, ainda não li nada do Roth, mas achei que ele fala umas abóboras no meio da entrevista. A principal delas, na minha opinião, éContinuarContinuar lendo “beat it”