Na noite distante e na mente cansadaúltimas memórias aparecem desnudas;os erros abandonados à interpretaçãoe um último toque naquilo que erao desejo irreparável de registro.Dedos guardavam mensagens criptografadasinventadas na sua pele desde nascido.Decifrei cada frase desconexa em pintas,sinais, manchas e nevos melanocíticos,e contei-lhe sobre os léxicos, as semânticas,estruturas verbais, o riso que me dava.Liguei os pontosContinuarContinuar lendo “sobre a constante cosmológica”
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sem título, 03
She was not aware of her weaknessbecause she spent so much timeobserving little ants walking by.Their little feet, and big strengththeir unheard conversations,the ability of touching smellsand changing worlds around them.Sometimes she would eat one or twoproducing chaos with her handto understand if their qualitiescould casually achieve her.She was not sure about the meaningof impossibleContinuarContinuar lendo “sem título, 03”
o corpo do homem me espera
As esteiras me fazem caminhar sem esforçoe as estrelas me colocam pequena no espaço.O corpo é o território percorrido antes daslágrimas não choradas no velho aeroporto.Ensaio chorar em um canto novo do saguãomas tristeza não explica a forçada despedida.Sei que o corpo do homem me espera.Olho para o lado e, de novo, tudo é novo.MeContinuarContinuar lendo “o corpo do homem me espera”
en el oscuro bosque
en el oscuro bosquenací en un verano cualquieren una noche cualquieraque nada tenia de especialnací como un animaly pronto me puse de pieno por maestría y graciapero por la debilidadante el todo misteriosode modo nada portentosotuve que ser ágil y astutay seguí adelante el caminopor miedo de ser devoradaen la lejana miradapude ver la esfingeyContinuarContinuar lendo “en el oscuro bosque”
amor morre soterrado
primeiro essas companhias,esse querê-los por pertoser querida juntodepois esse ver-me por dentroentender por quêsconstruir o quêsesses dedos que agora caminhampasseiam por meu corpo edizem te quero e faz tempoe me arrepiam de algoque é como medomas também é outra coisaesses dedos escrevem na minha pelequando deito de bruçose me ensinam que amor morre soterradoprimeiro por quererContinuarContinuar lendo “amor morre soterrado”
sem título, 01
When she first went to live in the cave,she thought it was love that hurt insideshe had never noticed before thatlove could be such a painful disease.The cave would sound cold and unfriendlybut it became her warm and peaceful house.It didn’t take long until bees arrivedbuilding a hive on a violet spring season.The smell ofContinuarContinuar lendo “sem título, 01”
amo el amor de los marineros
1 DESDE el fondo de ti, y arrodillado, un niño triste, como yo, nos mira. Por esa vida que arderá en sus venas tendrían que amarrarse nuestras vidas.Por esas manos, hijas de tus manos, tendrían que matar las manos mías. Por sus ojos abiertos en la tierra veré en los tuyos lágrimas un día. 2ContinuarContinuar lendo “amo el amor de los marineros”
poema que fiz quando não queria fazer mais nada
as palavras ficam bem
escrever é organizardemaisas idéias.por isso, talvez, eu escreva poucocada vez menose em fragmentos.porque há que se dar espaçopro que é sensorialsensacionalsentimental. As palavras ficam bem escondidas.