Foram duas câmeras analógicas, 20 dias e cinco cidades. Saí de São Paulo para o Rio de Janeiro, de lá, com a Brunna, pra Cordisburgo, depois Diamantina, de volta a Belo Horizonte e uns dias em Brasília. Na mala, além das roupas e das câmeras, um exemplar que comprei de um homem na rua deContinuarContinuar lendo “o espírito da gente é cavalo que escolhe estrada”
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deus no coração e o diabo no quadril
Eu não sabia que o Carnaval na Bahia era tudo o que eu queria até poucas semanas antes de ir. Nunca tinha considerado viajar nessa época, ir atrás de todos os trios elétricos possíveis, criar metas mentais de coisas que eu gostaria de comer quando pusesse o pé na rua. A verdade é que quandoContinuarContinuar lendo “deus no coração e o diabo no quadril”
era 2 de outubro
Para sair da zona norte, um dos caminhos mais utilizados era a Ponte Cruzeiro do Sul. Desde muito pequena, então, eu via da janela do carro uma estranha construção em que pernas de homens ficavam penduradas entre grades. Eu pensava que os homens que escolhiam ficar nas janelas eram como eu, que assistia à televisãoContinuarContinuar lendo “era 2 de outubro”
excertos do meu diário
Nunca pensei que diários de viagem seria um gênero literário que me chamaria a atenção nem sequer imaginava que um dia eu, a senhora displicência, daria conta de escrever por tanto tempo em uma viagem. Acho que o primeiro diário de viagem que eu gostei de verdade de ler foi o Kimland, da Juliana Cunha,ContinuarContinuar lendo “excertos do meu diário”
diário de oaxaca
“Ao saber que é minha primeira visita ao México, ele fala calorosamente sobre o país e me empresta seu guia de viagem. Que eu não deixe de ver a colossal árvore de Oaxaca: tem mais de mil anos, é uma maravilha natural famosa. Sim, respondo, ouço falar dessa árvore desde menino, vi fotos antigas, éContinuarContinuar lendo “diário de oaxaca”
uma cidade a cantar
Três dias no Rio de Janeiro no começo do ano e todas as fotos tiradas com celular e em preto-e-branco. Parecia um tipo novo de heresia, o de tirar a cor dos trópicos efervescentes da cidade. Para compensar, enchi-me de vários outros estereótipos. Teve a fatídica cerveja e depois uma cachaça na Lapa (prometidas porContinuarContinuar lendo “uma cidade a cantar”
seis meses incompletos
Quando eu pego a câmera analógica para fotografar algum momento com meus amigos, sempre aparece alguém para informar que aquelas fotos só surgirão reveladas seis meses depois. Se você é meu amigo, com certeza já ouviu isso e, se não ouviu, foi porque você mesmo quem disse. Fato é que meus amigos estão quase sempreContinuarContinuar lendo “seis meses incompletos”
ensaio de verão
o porto surreal
os sons do ser e do estar
“E de onde você mais gostou?” é a pergunta que as pessoas mais me fizeram quando voltei de vinte e cinco dias de viagem. Não consegui responder para ninguém e, apesar de saber que não tardaria para que alguém perguntasse de novo, mantive-me firme nessa incapacidade. Para ser bem sincera, faz um mês que volteiContinuarContinuar lendo “os sons do ser e do estar”