Um homem caminha pela rua, o sino toca três horas, seus olhos miram ao longe. Ali, um segundo homem, seu conhecido. O mundo acontecendo enquanto eles se recordam dos anos passados, da amizade corriqueira, dos bolos de fubá que comiam sentados à mesa da cozinha. O tempo passara para ambos. O tempo, na verdade, passara para todos. Só a cidade que não viu. Só a cidade não podia ver, em seus olhos uma venda, em seus ladrilhos a areia da ampulheta se dispersara.
As pessoas ao redor não são as mesmas. São muitas, ficam por pouco tempo. Alguns – de antes – partiram, não lhes bastava cuidar dos assuntos da gente efêmera. O dinheiro vem de fora, às vezes não o bastante. A cidade não vê, mas sente. A cidade é sua gente e sua gente às vezes não sabe quem é.

A proposta era a seguinte: cada grupo de trabalho escreveria uma narrativa sobre as impressões de Ouro Preto. Esse texto seria apresentado em uma leitura dramática para o resto da turma e era preciso ter cenário e sonoplastia, além de durar um minuto. Depois de uma discussão de vinte minutos, esse foi o texto que eu escrevi. Logo, ele só existe porque o grupo era incrível e o professor nos permite ser críticos e criativos.
Já Manuel Bandeira diria que “Ouro Preto é a cidade que não mudou e nisso reside seu incomparável encanto“.

Poxa… tô impressionado. :)Trabalho bacana, resultado lindo. (somados às outras variáveis que possibilitaram, claro)(e também: como eu nunca tinha visto seu blog? muito legal!)
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Eu juro que fiquei emocionada, Babi. Eu não conheço Ouro Preto (só a Ouro Preto dos livros, das aulas de história, das conversas com amigos), mas não a Ouro Preto-cidade-frente-aos-meus-olhos.Bonito ter uma visão tão poética assim de lá. Já vou me preparando para uma futura viagem. :)Beijos, Paulinha
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eu conheço Ouro Preto de uma tarde chuvosae faz tempo…linhás o tempo é meu amigo o segrêdo guardo, consigo e migo…tempo-reio texto é bonito e poéticose encaixa em SLP também…onde os nativos falam entre fubás e caezin, prosa gostosa de se ouvir…diaeto brasileiro, esperanto de amorbjo Babi
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concordo com o Paulo; muitas vezes a gente pensa bem parecido…rseu sempre afirmo que \”não existe 'se' para o passado\”, o que foi feito, foi feito, só existe \”se\” para o futuro, as conjecturas, leias da física e infinitas possibilidades que o caminho oferece.nossas próprias escolhas ditarão as encruzilhadas.já caminhei pelas pedras antigas de ouro preto, muito, na década de 80. lá se vão 20 anos que não apareço por lá.imaghino que o casario, a bruma da madrugada, o frio da noite, os passos silenciosos dos fantasmas, esses permanecem mais ou menos iguais; eu e todas as pessoas, passamos com o tempo, ficamos para trás; mas o tempo imaginário, esse intocado, reside vivo em mim.
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guria, que delícia de texto! garota bombril ;):*
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foi uma viagem tão boa, um trabalho tão bom, uma convivência tão marcante…foi e é.
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Muito interessante e tocante o texto Babi. Queria ouvir com cenário e sonoplastia também…♥Camila F.
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A foto encaixou perfeitamente no texto.E preciso dizer que estou toda me sentindo pq vc disse que o grupo era incrível =)A viagem foi mesmo o máximo e eu ainda estou impressionada com o quanto o nosso grupo se entrosou, principalmente nessa atividade. Realmente, fomos incríveis!Beijos!
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Incrível o seu texto, Babi. Incrível mesmo, de uma maturidade e uma sensibilidade impressionante. Estou admirada.A foto está linda, parece que fala com a gente. Libera o resto das fotos que eu sei que vc deve ter aos montes ;)Sobre SP foi uma delícia, fui na exposição do Escher, que realmente tava uma bagunça, mas valeu a pena. Acabou que não fui o Ibirapuera, porque uns amigos foram antes e disseram que estava muito cheio. Mas fiz um monte de coisinha gostosa lá. Comi bem, namorei bastante e fiquei observando esse povo que mora em sp, que eu não consigo nunca defini-los. Um mistério sempre. Muito obrigada pelas suas dicas! Um beijo enorme!
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