mais óleo do que vinho

Uma visão de mundo em que não existe graça nem desgraça. Em que tudo é só uma possibilidade probabilística. É assim que considero a minha existência; um fato ruim é um passo em falso no acaso, e uma coisa boa obedece a mesma lógica. Estudando História, tenho razões pra supor que há uma probabilidade grandeContinuarContinuar lendo “mais óleo do que vinho”

o espaço deixado por aziz

Assim que minha mãe soube da morte de Aziz Ab’Sáber, me telefonou. Eu estava na aula e fui informada pelo professor tão logo ele começou a falar. A sala soltou uma interjeição de espanto e eu propriamente tive que lidar com a estranha sensação de falta que a notícia me proporcionou. Nunca conversei com oContinuarContinuar lendo “o espaço deixado por aziz”

as questões últimas e a investigação empírica

Pra explicar uma situação concreta das últimas semanas, tenho que apelar para a metafísica. Não existe o presente. O que existe é uma idéia de futuro e as reminiscências do passado. Daí que o mundo não vem prontinho numa versão só e a gente acaba tendo que escolher o que pensar sobre determinados assuntos. ComoContinuarContinuar lendo “as questões últimas e a investigação empírica”

criativos comuns

Sair da cidade às vezes não é possível. Sair é o passo mais difícil. É carregar consigo um mundo e transportá-lo para outro lugar, nem sempre receptivo. Sair é ir além do conhecido, já nos ensinaram os nômades ancestrais. Pra sair não basta coragem; é preciso algo mais: ímpeto. A cidade nasceu da soma dasContinuarContinuar lendo “criativos comuns”

sobre a cidade e sua gente

Um homem caminha pela rua, o sino toca três horas, seus olhos miram ao longe. Ali, um segundo homem, seu conhecido. O mundo acontecendo enquanto eles se recordam dos anos passados, da amizade corriqueira, dos bolos de fubá que comiam sentados à mesa da cozinha. O tempo passara para ambos. O tempo, na verdade, passaraContinuarContinuar lendo “sobre a cidade e sua gente”