A amiga genial, de Elena Ferrante, foi um livro que me proporcionou muito autoconhecimento. A primeira coisa que aprendi é que não consigo desistir de um livro no meio e que ler rápido e querer saber como se desenrolam os fatos dentro dele, não é garantia de que estou amando a leitura A segunda coisaContinuarContinuar lendo “elena ferrante e meu autoconhecimento”
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o semestre de três anos
A ideia de começar a pós-graduação parece sempre boa. Estudar mais uma coisa que a gente já sabe que gosta. O esquisito é que tem pouca matéria pra fazer e que quando eu tô de férias das matérias eu realmente não estou de férias da pesquisa. A sensação, afinal de contas, é que a pesquisaContinuarContinuar lendo “o semestre de três anos”
nunca deixamos de ser românticos
Era com goles de chá e petiscando biscoitos que discutíamos como o Romantismo nunca acabou. Já era quase madrugada, mas ali estávamos, falando sobre como a nossa estrutura de pensamento é insuportavelmente romântica e que isso nada tem a ver com amor. Naquela época, para ser bem sincera, amor era a última coisa que nosContinuarContinuar lendo “nunca deixamos de ser românticos”
a loucura deve ter mais servos e agregados que o bom senso
Existe esse senhor que eu totalmente desconheço mas que foi o provável maior receptor de abraços telepáticos meus nos últimos meses. O nome dele é Ernani Ssó e ele é o tradutor da versão de Dom Quixote que terminei de ler esses tempos. Quando eu tinha uns 15 anos, peguei uma versão que repousava naContinuarContinuar lendo “a loucura deve ter mais servos e agregados que o bom senso”
café com maco
Um dos poucos planos que fiz antes de vir para a Argentina foi o de procurar o primeiro livro de Maco chamado Aloha. Na cidade onde moro não encontrei em nenhuma das livrarias e acabei pedindo a uma amiga que foi a Buenos Aires para me trazer de sua ida à livraria El Ateneo. Assim,ContinuarContinuar lendo “café com maco”
carybé em macondo
Demorei muito mais tempo do que deveria para começar a ler Cem anos de solidão, impressionada pelos relatos de quem tinha lido e se perdido com a grande quantidade de personagens com nomes parecidos. Esse erro foi reparado nos fins do ano passado, quando resgatei da prateleira meu exemplar e li, quase compulsivamente, o textoContinuarContinuar lendo “carybé em macondo”
o crime do restaurante chinês
O crime do restaurante chinês começou a me cercar algumas semanas antes de eu poder lê-lo. Enquanto eu terminava os trabalhos da faculdade, o Caio se afundava nas páginas desse livro do Boris Fausto. Conhecendo meu namorado, comecei a ficar aflita pelo fato de ele ter acabado um livro com enredo policial e estar prontoContinuarContinuar lendo “o crime do restaurante chinês”
de uma vez por todas
Depois de dez anos que comecei a ler Harry Potter e a Pedra Filosofal, assisti ao último filme da série. Ter começado o primeiro livro aos 11 anos e terminado o último aos 17 me fez ter a impressão de que minha adolescência foi muito influenciada pelo menino que sobreviveu. Passei por diferentes níveis de fanatismo. FuiContinuarContinuar lendo “de uma vez por todas”
os terraços da memória
“Memória é vida. Seus portadores são grupos de pessoas vivas e, por isso, a memória está em permanente evolução. Ela está sujeita à dialética da lembrança e do esquecimento, inadvertida de suas deformações sucessivas e aberta a qualquer tipo de uso e manipulação. Às vezes fica latente por longos períodos, depois desperta subitamente. A históriaContinuarContinuar lendo “os terraços da memória”
folhas e ramagens
“Mergulho na quase dor de uma intensa alegria – e para me enfeitar nascem entre os meus cabelos folhas e ramagens”.Água-viva, de Clarice Lispector, meu trecho favorito do livro.