Uma viagem de duas horas de carro me impossibilitou de ligar a televisão no domingo dia 04. Mas não é difícil imaginar que as manchetes esportivas em São Paulo falassem do clássico alvinegro Santos e Corinthians. No trajeto entre São Paulo e Piracicaba, a disputa que me interessava tinha uma feição tímida em três cores.ContinuarContinuar lendo “na casa do nhô quim”
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as invasões bárbaras
Quando Berlusconi era primeiro-ministro italiano (tipo mês passado), fui ao consulado da Itália fazer meu passaporte da dupla cidadania. Depois de dez anos num trâmite para me tornar cidadã italiana, minha família conseguiu tal direito. Nunca entendi o porquê de estarmos nisso, embora a galera sempre puxasse assunto sobre isso com muito entusiasmo. Entrei nessaContinuarContinuar lendo “as invasões bárbaras”
as questões últimas e a investigação empírica
Pra explicar uma situação concreta das últimas semanas, tenho que apelar para a metafísica. Não existe o presente. O que existe é uma idéia de futuro e as reminiscências do passado. Daí que o mundo não vem prontinho numa versão só e a gente acaba tendo que escolher o que pensar sobre determinados assuntos. ComoContinuarContinuar lendo “as questões últimas e a investigação empírica”
poema que fiz quando não queria fazer mais nada
sobre a cidade e sua gente
Um homem caminha pela rua, o sino toca três horas, seus olhos miram ao longe. Ali, um segundo homem, seu conhecido. O mundo acontecendo enquanto eles se recordam dos anos passados, da amizade corriqueira, dos bolos de fubá que comiam sentados à mesa da cozinha. O tempo passara para ambos. O tempo, na verdade, passaraContinuarContinuar lendo “sobre a cidade e sua gente”
os terraços da memória
“Memória é vida. Seus portadores são grupos de pessoas vivas e, por isso, a memória está em permanente evolução. Ela está sujeita à dialética da lembrança e do esquecimento, inadvertida de suas deformações sucessivas e aberta a qualquer tipo de uso e manipulação. Às vezes fica latente por longos períodos, depois desperta subitamente. A históriaContinuarContinuar lendo “os terraços da memória”
as palavras ficam bem
escrever é organizardemaisas idéias.por isso, talvez, eu escreva poucocada vez menose em fragmentos.porque há que se dar espaçopro que é sensorialsensacionalsentimental. As palavras ficam bem escondidas.
memórias selecionadas
Toda foto é resultado de escolhas do fotógrafo. O assunto e o enquadramento são as escolhas básicas, que serão completadas por outras escolhas, como da abertura da lente, o balanço do branco, o tempo de exposição. Muitas vezes as escolhas não são tão pensadas quanto podem parecer, muitas fotos chegam a seu resultado final comoContinuarContinuar lendo “memórias selecionadas”